De balde

Em balde é que escrevo, escrevando?
Quem sabe se dou em vango?
Começo polo princípio, apenas por uma parte do princípio, polo vácuo, que se enleia com bakuo, vazio, vatzio, e valtio, ao ladinho do baldio e do balde.
O vacante, e a bacante, o bacaceiro do bagaço, o vago e a baga, Βάκχος, o do baço e o bacel em báculo venhem por aqui.
Bah!

E é o balde, o vazio galego de origem desconhecida, pré-romano.
Por isso começo polo balde, com a sua parte de baltsa, grande balde a balsa e daí o bálsamo em banho calmante.
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No Báltico, na negra balsa suévica, aparece Baldr, o divino guerreiro que apenas o visgo pode vencer, o lituano baltas, o letão balts, o branco.


Era, e foi o balde um recipiente vazio, um yang envolto por yin.

Os romanos legionários portavam no peito um cinto de coiro, como funda da espada, uma banda chamada balteus, gentes com espadas levárom o nome que veu de volta, o germanismo baltar (guerreiro), e que deu na balteira a uma maiúscula Yin: Maria Balteira, grande baldréu.
Também este cinto em banda, o balteus, deu na Itália o ornato da balza.

A criação do balde nasce polo giro berbequim do yang na Mater, e pola apertura em espiral de remoinho engolidor da concreção, um vórtice.

Os germanos venhem com outra roda, waltz, mas já aqui: o baldom, nome para a lâmia da roda. E o rodopio o walzan, o girar, que vem dar no waltz, na valsa, outra vez.

Esta correagem latina de coiro aparenta co inglês belt, cinto, palavra que se relaciona com *baltijaz, cinto e faixa no proto-germânico, também cintura, e abdome, outra vez no nosso vazio do ventre, o vão ou vam, a baldra.

Chega a Deusa de Maio, co seu ornato em banda, balza, a cinta que a encinta: Beltaine, Beltane.
Belt-aine!
A Aine do cinto, a Nai da cintura, a Mãe do Vazio.
Paradoxos: aine (1) no francês vai dar nos significados de cintura, ínguas ou virilhas e genitais.
Dai que seja tautológico o nome da Deusa do avantal, Belt-aine, cinto da cinta.
E ainda mais ...., no velho vascuence: beltz, a negra. Ana a negra. A deusa negra do pilar, da forma, o passo da Áine.
Pois este vazio no yin é beltz, a negra terra .
Outra vez bél, béal,  no irlandês, significa a boca e o buraco: Ana a da Porta.



 (1) No irlandês aine, sentaine: anciã, onde sent/ sen, senil, e aine, Áine "mulher-deidade".
Temos cétaín  / cetaine, de ceadaoin, chéadoin, como a quarta-feira, o dia de Mercúrio, mércores,  wednesday, o dia de wednes, talvez o dia da voda, da moça casadeira,  e não o dia de Woden de Odim.
Isto leva a muito desenvolvimento, eis os dias da semana em gaélico:


Dé Luain: Monday, dia da Lua


Dé Mairt: Tuesday, dia de Marte


Dé Céadaoin ou Cetaine: Wednesday , dia antes do evento, dia do primeiro jejum


Déardaoin ou Dardóin, (*etar-dá-óin): Thursday , dia entre os  eventos


Dé hAoine: Friday , dia do jejum,  com possibilidades etimológicas que levarim a pensar em: o  dia da frja, dia livre, dia de Frígia, o da Freira, o dia de Ana, dia do Amor


Dé Sathairn: Saturday , sábado


Dé Domhnaigh: Sunday , domingo

Esta estrutura da semana onde o dia marcado, o dia diana é o dia do jejum, tem a atual sexta-feira como principal.
Sexta, venres, como dia principal temo-lo na semana persa, onde é feriado, junto com o joves ou quinta. Pois é a noite da quinta a noite harmônica.
O calendário atual ocidental, que vigora fortemente em quase todo o planeta está desequilibrado com respeito às energias principais do ciclo da oitava.
O ciclo da oitava semanal, corresponde-se com o ciclo lunar de vinteoito dias em quatro períodos de sete dias cada um, às vezes com ciclos flutuantes de  nove, oito, sete, seis, ou cinco noites.
A correspondência pois, entre os dias da semana persa e os dias da semana ocidental e gaélica são:

Shambe, Sábado, Saturday, Dé Sathairn

Yekshambe (dia um), Domingo, Sunday, Dé Domhnaigh

Doshambe (dia dous), Segunda-feira, luns, Monday, Dé Luain

Seshambe (dia três), Terça-feira, martes, Tuesday, Dé Mairt

Chæharshambe (dia quatro), Quarta-feira, mércores, Wednesday, Dé Céadaoin

Panjshambe (dia cinco), Quinta-feira, joves, Thursday, Déardaoin

Jom'e também chamado adineh, Sexta-feira, venres, Friday, Dé hAoine


Assim é a correspondência direta, quer dizer quando no Irão é Shambe no ocidente estamos em Sábado, mas o dia feriado alô, o dia de culto, é o Jom'e, o Adineh, o Dé hAoine, o dia de Áine, o dia de Freyja, o venres, a sexta, o dia do Jejum.
Neit é a deusa tecelã, a deusa da roca, da roda, Atena, Athenea, Adineth.
A responsabilidade de tal rebúmbio?, aqueles padres Santos que remexeram no calendário, para que os pagáns não atinaram com o culto astral, aquele São Martinho dumiense que domou ao rústico galaico ....
Este tipo de semana, que dá lugar para o culto da femininidade, está nos velhos calendários persa e gaélico?
Ao flutuarem as forças nos dias da semana, estas refletem-se como o yin e o yang ondulantes nos passos das noites, e assim principalmente o o ciclo de sete dias tem três dias yang, três ying e um neutro, que é o Joves, a quinta, onde o yin-yang está em equilíbrio, pode haver semanas nas que isto seja doutro modo, mas polo regular poderia seguir esta cadência:
O luns é yin; segue o martes como yang; a quarta-feira é yin; quinta neutra; Dé hAoine, sexta, ou venres é yin, sábado e domingo yang.
No desequilíbrio estamos pois, ao valorizar em excesso sábado e domingo, as forças yang estão em alça. Até nisto se meteram a fuchicar os padres da civilização?
É assim o dia da Lua, o dia da moça, o Luns, a segunda?
O dia da mulher casadeira, a que pare, a Minerva, poderia ser a corta-feira?
O venres, a sexta, corresponde ao dia da velha, da cetaine, e a não da moça Vênus?
Talvez a sequência da flutuação do yin vaia noutra orde, e assim o dia Luns é o dia da mulher mãe, pois é a mulher menstrual, a mais influenciada pela Lua, depois vem mércores, quarta-feira, que é o dia do mercado, mercado que está regentado pola velha queijeira, a mulher sábia que não explora em demais, e por último o dia venres, sexta-feira, o dia da energia yin da nena, da virgem.
Assim a semana desde o yin começa no venres, sexta-feira, logo salta para o luns, segunda-feira, para finalizar o dia do mercado, mércores quarta-feira.
Martes é dia do home novo?
Sábado do maduro?
Domingo do vedraio, homem velho?

O nome persa para o venres, sexta-feira, o dia de culto é  Jom'e também chamado adineh, Jom'e tem uma deriva em nomes que chega à Turquia com a forma Cume, é pois Cume o nome da moça casadeira que vem dar no galego e asturiano com as interjeições coima! e coime!, e numa fala de gíria espanhola Coime vem sendo deus.
Uma olhada aos significados de coima e coime nos idiomas peninsulares pode aproximar-nos ao fundo de Coima.
(Ver no wikcionário coima e coime).
Esta palavra pudo ter entrado polo árabe como designação da sexta-feira , الجمعة, (al-jima), à par de al-khuma, ou talvez já estar de antes referida nos célticos ou gregos:κοιμάω, é deitar-se a dormir.
coim (irlandês): corpo, peito, cintura, manto, cobertura, proteção, navio, recipiente, vazio, manutenção,
proteção, abrigo, refúgio, recursos; vestindo, transporte; armas, esconder, segredo, sub-repticiamente , cinto.
coim, como prefixo indica proximidade, juntança, união.

Temos pois em distintas línguas isto:
Venres, sexta-feira, dia feriado, dia de culto muçulmano, dia da Freira, dia da irmã.
Concubina.
Deitar-se a dormir
Quarto pequeno, acobilho, esconderijo.
Garito.
Juntança.

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