Os Petões das Júnias


Aqui a ideia da origem toponímica de Pitões das Júnias.
Quando entro em Pitões, é isto o que vejo:
http://i.olhares.com/data/big/111/1111589.jpg
(http://olhares.uol.com.br/pitoes-das-junias-foto1111589.html)

Para ouvidos e olhos de um galego ártabro, Pitões soa e semelha: Petões.
Pois petão é um rochedo ergueito, ereto, um grande penedo batido polo mar, onde petam ventos e ondas.
Um exemplo de petão, entre muitos outros:
http://costadamortegalicia.com/wp-content/uploads/2013/05/O-Peton-Vermello-Punta-Mexadoira-Fisterra-1024x682.jpg
Petão Vermelho, (Fisterra)
(http://costadamortegalicia.com/a-punta-mexadoira-en-fisterra/)

Este nome de petão é aplicado a qualquer rocha em pico, antes bem de ser só toponímico.
Por exemplo outro Petão é o do monte Ghalo, nas proximidades da cidade da Crunha, conhecido assim como Petão do Ghalo:
(http://2.bp.blogspot.com/-EZORQPcJr4s/T3qhFgn5F7I/AAAAAAAAAPY/4unkbcwPhtw/s1600/Andaina+3.jpg)


Mas, os Petões dos que estou a falar são vários, e são das Júnias,  íngremes, esgrêvias pedras que desde o coração, a mãe Terra envia com amor para o nosso plano, em palavras do mestre Alijó.

E Júnias?
Juno, a deusa máxima romana, tem o epíteto de Moneta, Juno Moneta, por ser a Divindade do monte, do monte Capitolino, Monte que tinha una pena, que recebe o nome de" la rupe Tarpea."

Restos da rocha Tarpea, (Roma).



Como é então que há várias deusas Juno?, e também que seja Petões das Júnias e não das Juno?
Como é que Juno passa a Júnia?
Júnia foi nome duma primeira divulgadora do cristianismo, no I século, uma apóstola que teria conhecido a Jesús, uma judia ...
A presença judaica na terra Barrosã é histórica, mas ... Como é que eles ali chegaram?
No 70 depois de Cristo, Jerusalém é destruída, e o povo judaico refugia-se e é dispersado pelo mundo adiante como escravos, causa tida por verdadeira da aparição de diversas comunidades no território dominado por Roma.




Conserva o galego a palavra júnias para o mesmo que é definido como juncras, um judas, um insulto para o traidor, como pejorado também foi e é judeu e a judia.
Tratemos de ver aquela sociedade romanizada, onde as relações de dependência eram a norma, onde umas castas de chefia de clã recolhiam os frutos que os seus labregos ou escravos trabalhavam, para logo essa elite local que protegia os seus subordinados, tributar a Roma de um jeito hierárquico.
Neste entorno econômico anda um povo em êxodo de refugiado que se gere e governa comunitariamente, assenta em isoladas aldeias, ou na periferia das cidades, serve escravo nas casas dos ricos, com uma religião em câmbio pela forte influência das recentíssimas verdades do Cristo sobre as suas crenças hebraicas.
Isto pode justificar a grande difusão do cristianismo polo império romano, onde os refugiados e refugiadas da Judeia andam com o rebulir de ideias  transformadoras das suas velhas e anquilosadas doutrinas. Isto é o que também pode justificar a diversidade na que que o primitivo cristianismo derivou pola sua condição de isoladas partes.
Roma destrói o seu templo, trata de aniquilar uma cultura, que escangalha em pequenos grupos polo seu território, com a esperança da dissolução e integração ...
A presença de lugares liberados nas montanhas é comum, lugares aonde o poder dificilmente chega, e onde gentes livres em condições rudes moram ...
Então temos um povo em  união comunitária, onde se opera em juntas e junção, joncidos polo bem comum, que é o bem próprio.

Pois então: Pitões das Júnias, é o lugar onde a união peta.








Um comentário:

  1. Sim senhor. Tu trata-me como tu quiseres, pois sempre me dás prazer em ouvir. Gostei desta tua opinião. Na verdade eu sempre defendi os Pitões da Fonte Fria, em lugar dos Cornos da Fonte Fria e tu, com toda a tua sabedoria, explicas aqui muito bem.
    Outra ideia que houve foi de que a palavra Pitão é um significado de Corno.
    Sobre as Júnias, sim que é uma comunidade judaica. Talvez por isso me tenham adoptado...Ahahaha
    Mas, depois há a explcação popular das Júnias, que é divertida e que acho que te contei.
    Olha, outra coisa: -Mestre tu!
    Abraço grande. Espero ver-te antes do próximo encontro, Padrinho.

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