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Aguinhos

 Já foi apresentado no escrito dos Coussos como alguns topónimos associados com nomes de aves rapazes estavam associados a estruturas de caça antergas:



Aguinho, estrutura de cousso na freguesia de São Cristovo de Goião (-ám). Com a toponímia frequente que aparece associada aos coussos:
Portezelo do Greco: Porta menor, o beco de caça transforma-se num funil de captura que dá entrada a um curro circular com abundantes exemplos no blogue. quanto a Greco, já também analisado neste blogue a toponímia de raiz greg-/grec- associada com os gregos poderia ter a ver com o proto-céltico *gregis "grei, greia". Confronte-se com o galês gre, gaélico escocês greigh, gaélico antigo graig.
Assim Portezelo do Greco seria "a porta da greia".
Cachada, também costuma aparecer no bico de caça, pois cacha e caça são na raiz a mesma palavra.
Centinela: como lugar de vigilância.
Granjola, considerado topónimo medieval de influência francesa, como foi apresentado noutros escritos e sobretudo por toponímia comparada com estruturas similares de caça na Irlanda de nome Ghráinseach (vide na Belém).
Ameijeiras, como local de ameijoada.
Devesa como lugar de divisão, mas também devesa ainda conserva o significado de devassa, rego limitante.
Couto: como lugar que couta a passagem
Gargantada como lugar estreito, onde também poderia haver um foxo de caça
Pexegueiro, pode ser identificado como fitotopónimo, ainda que poderia, em relação com a estrutura de caça e a sua posição nela, ter a ver com prexigueira o pexegueira, presépio, lugar de alimentação, realmente o engodo, o lugar de pastagem verde que atrai a manada ao interior da estrutura, galego-português: preseve. Outra linha teria ver com a raiz latina praesaepe "recinto, curral, corte", e indo ao seu significado primário prae-saepe "antes da sebe ou grande sebe".
Esta esculca abre a ideia a que alguns topónimos tidos por raiz no pêssego, pexegueiro, teriam a ver com anteparos, sebes.
Campo do Abade, terras que seriam património do abade, talvez neolítico pastoral, o bato (largamente desenvolto no escrito "Baltar, o pastoralismo").
Zarrapega, como zarra, cerrado. E pega, onde se pega, de onde se captura? Confronte-se com zarrapechar.
Igreje Velha, pode corroborar o antedito; quanto de velha seria a Igreje, hoje inexistente?, e situa-se como é costume no braço de caça, num dos becos do cousso.
Quinta, associado à ponta, também profusamente mostrado neste blogue.
Paço, como palatio, mas na ancestral paliçada paleolítica-neolítica.
Casás também comumente associado a esta estrutura, com a triplicidade casa, caça e capsa.







Aguinho no concelho de Santa Ugia de Ribeira, neste caso um cousso que deixou de ser funcional com a subida do mar, o que o dataria no 6.000 aC.
Dos tantos nomes condizentes com a estrutura, a destacar:
Catia, que poderia ter a ver com cachar, caçar, capturar.
Cão Gardado, já neste blogue foram apresentados outros topóninos de base em cão, a dar nome à boca de entrada no cousso, o canis latino em si seria um genitivo?
Um exemplo doutro cão: (neste escrito mais O caso de Casa Nova de Cas e outros cães).


Em São Jião de Gaibor (Begonte) está no bico de uma estrutura com forma de cousso, com toponímia frequente nestas formas. Para reparar em Porta do Cao /'ka.ʊ / na sua boca de entrada.




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